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Como três membros da RMF na lista Forbes 100 Mulheres no Agro pensam as questões de gênero

Atualizado: 22 de nov. de 2023

Patrícia Nazário, Brigidà Valente e Ana Paula Teixeira fazem parte da Rede Mulher Florestal e foram reconhecidas pelas revista especializada em negócios



A diretora da Rede Mulher Florestal (RMF), Patrícia Nazário, começou o seu interesse na área do agronegócio desde que iniciou a sua graduação na Engenharia Florestal. Agora, ela faz parte de um grupo seleto de 100 Mulheres Doutoras do Agro reconhecidas pela revista de negócios Forbes Brasil na edição deste ano. A publicação especializada promove o reconhecimento anual em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado dia 15 de outubro.


Além de morar em uma propriedade rural, Patrícia é doutora em produção de mudas e consultora em temas como geoprocessamento, direito ambiental, análise quantitativa e gestão de projetos. Para a conselheira diretora e co-fundadora da RMF, é possível identificar muitos desafios para mulheres na área. “No meio rural, a discriminação com mulheres é ainda mais presente do que o observado no meio urbano e ele parte tanto de homens quanto de mulheres [...] Temos muitas conquistas obtidas pelas mulheres que atuaram no agro antes de nós e tenho percebido os avanços acontecendo, mas observo que a participação feminina em atividades rurais é ainda pequena ”, comentou a conselheira diretora da RMF.


Patrícia estampa o seu currículo na lista junto a mais duas associadas da RMF: Brigidà Valente, da Eldorado Brasil, e Ana Paula Teixeira, da Ferro Ligas da Bahia.


Brigidà, que sempre esteve ligada à natureza e já encontrou seu tino para a área desde o interesse nas aulas de biologia, disse ter sido privilegiada por morar ao lado da Universidade Federal de Viçosa e contar com boas opções de graduação na área. Ela iniciou o mercado de trabalho na área de desenvolvimento de novas tecnologias em Silvicultura, mas atua na área de Melhoramento Genético - sendo doutora na área.



Questões (não tão) simples


A profissional aponta duas discriminações de gênero que podem parecer mais simples, mas não devem ser desprezadas. A primeira se deve aos elogios se destinarem mais à aparência do que ao trabalho; já a segunda é a prática de manterruping, ou a constante interrupção de sua fala. “Estamos em um processo de evolução, e somos parte importante na aceleração destas ações. Espero em breve poder dizer que não existem desafios ligados ao gênero”, disse Brigidà, com esperança.


Ana Paula Teixeira, assim como as outras duas Forbes 100 Doutoras do Agro, acredita que essas questões de gênero podem ser tratadas e melhoradas por meio das discussões sobre equidade dentro dessa área majoritariamente masculina. “São extremamente importantes para que mais engenheiras florestais tenham a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e estando nele, sejam reconhecidas e valorizadas”, comentou Ana Paula. Ela é coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) Educação da RMF.


A profissional é doutora em silvicultura desde 2021, com foco na produtividade do eucalipto. Durante a graduação, no entanto, Ana Paula aproveitou o espaço para circular em vários setores e estagiar nas áreas de tecnologias de madeiras e solo. “Revendo a minha trajetória, percebo que todas essas atividades foram muito importantes para o meu desenvolvimento pessoal e profissional e sou muito grata a cada uma delas”, disse.


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