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Rede se torna exemplo de equidade de gênero no manejo florestal em evento internacional do FSC

O trabalho que vem sendo realizado no Brasil foi apresentado em evento paralelo.

Temática também figurou em principal painel da máxima instância de deliberação do

FSC.


A atuação da Rede Mulher Florestal para promover a equidade de gênero serviu de

vitrine em painel da Assembleia Geral do Forest Stewardship Council ® (FSC®), maior

evento do mundo para discutir as diretrizes de certificação e padronização do manejo

florestal e instância máxima de deliberação do FSC. A edição 2021-2022 ocorreu este

ano entre os dias 9 a 14 de outubro em Bali, Indonésia.


No evento paralelo Integrando Diversidade e Gênero no FSC, a Rede Mulher Florestal

foi apresentada como um dos cases mundiais de sucesso no esforço de integrar

gênero à prática do manejo florestal. Anakarina Pérez Oropeza, Conselheira

Estratégica e Líder de Advocacy Global do FSC International, aproveitou a

oportunidade para apresentar a recém-lançada Estratégia de Diversidade e Gênero do

FSC com diretrizes da entidade para ampliar a diversidade nos negócios. 


Houve também destaque para a presença de Fernanda Rodrigues, conselheira

diretora da Rede Mulher Florestal e coordenadora executiva nacional do Diálogo

Florestal, entre as pessoas convidadas do principal painel da Assembleia Geral,

Demonstrando o valor das florestas, produtos e serviços florestais como catalisadores

para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A discussão trouxe

elementos para que o FSC oriente sua atuação rumo ao alcance dos ODS e da

Agenda 2030.

 

Mulheres no Manejo Florestal


Rodrigues destacou que a aliança entre o ODS de Igualdade de Gênero (ODS 5) e o

ODS Vida Terrestre (ODS 15) é possível quando as mulheres são mais ativas nos

espaços de decisão e têm mais acesso a treinamentos e mentorias. Os próprios

vieses inconscientes, segundo ela, são deméritos para a autoestima das mulheres –

que se sentem menos capazes de gerir negócios e com papéis exclusivamente

familiares. “Se as florestas e os produtos florestais pudessem falar, deveriam dizer que

as mulheres têm os mesmos direitos que os homens em relação à propriedade da

terra, práticas de emprego, oportunidades de treinamento, e que não há diferença de

remuneração. Mas infelizmente isto ainda não é a realidade e devemos trabalhar para

a mudança”, afirma a integrante do conselho.


A Assembleia Geral também contou com a presença de empresas filiadas à Rede

Mulher Florestal como Arauco, Ibá, Klabin, Veracel, Suzano e CMPC.

 

Rede Mulher Florestal e FSC


A Rede Mulher Florestal é membro desde 2019 da Câmara Social – uma das três

Câmaras com poder decisório dentro do FSC, ao lado das câmaras Econômica e

Ambiental – e participa do Comitê de Desenvolvimento de Padrões do FSC Brasil. Foi

neste espaço que, ao longo dos anos, a Rede ajudou a construir os indicadores de

gênero que estão em aprovação atualmente no FSC Internacional.


Na edição 2021-2022 da Assembleia Geral do FSC, foram aprovadas 14 moções.

Uma delas melhora os procedimentos para a cadeia de custódia dos pequenos

negócios florestais. Novos requisitos trabalhistas também foram incluídos para os

negócios da área e o procedimento para certificar serviços ecossistêmicos está em

processo de fortalecimento.

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