35 anos lutando pela floresta: a trajetória de Miriam Prochnow
- Rede Mulher Florestal
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Pedagoga com especialização em Ecologia fundou uma das principais ONGs ambientais do Brasil e ajudou a construir políticas públicas florestais em mais de três décadas de atuação.

Nos anos 1980, falar do meio ambiente no Brasil era considerado coisa de quem vivia em um mundo “alternativo” ou “romântico”. Apresentar-se como representante de uma organização não governamental sem fins lucrativos significava enfrentar portas fechadas e olhares de desconfiança. Foi nesse cenário que Miriam Prochnow, nascida em Agrolândia, no Alto Vale do Itajaí, Santa Catarina, decidiu que dedicaria sua vida à conservação ambiental.
A pedagoga soma mais de 35 anos de experiência em coordenação de organizações da sociedade civil, execução de projetos de conservação, restauração e uso sustentável dos recursos naturais. Ambientalista e ativista climática, ela é co-fundadora da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), uma das mais reconhecidas ONGs ambientais brasileiras.
Miriam coordenou a Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC) e a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), além de ter sido secretária executiva do Diálogo Florestal. Sua atuação estendeu-se ao desenvolvimento e implantação de programas ambientais em articulação com diferentes setores, incluindo o Observatório do Clima, o Observatório do Código Florestal e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. É líder Avina, que é um reconhecimento de uma rede de lideranças apoiadas pela Fundación Avina, uma organização latino-americana que atua no fortalecimento de iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, justiça social e ação climática. Miriam, também, é fotógrafa amadora e locutora dos vídeos da Apremavi.
A estratégia que Miriam adotou foi persistir, construir pontes e demonstrar, com trabalho e resultados concretos, que a conservação e a restauração são fundamentais para o desenvolvimento sustentável.
Ela por ela
Qual conselho você daria para você no início da carreira? “Confie mais na sua intuição e tenha paciência com o tempo das coisas”. No início, queremos mudar o mundo rapidamente — e isso é bom, porque nos move — mas a transformação profunda exige constância”.
Que mensagem ou conselho você daria para as mulheres que estão começando agora na carreira? Acreditem em vocês e no poder do trabalho coletivo. Busquem formar redes de apoio e não deixem que ninguém diga que vocês não são capazes. Sejam firmes, mas também gentis. A força feminina está na capacidade de cuidar e se transformar ao mesmo tempo. E, principalmente, encontrem sentido no que fazem — o propósito é o que sustenta nas horas difíceis.
Qual conselho você daria para aquelas mulheres que enfrentam alguma dificuldade por serem mulheres? Primeiro, saibam que não estão sozinhas. Busquem apoio, denunciem quando necessário, e não deixem que o medo ou o desânimo as façam desistir. Cada conquista, por menor que pareça, abre caminho para outras mulheres. Persistam — com coragem, com afeto e com consciência do que representam.
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Esse é um texto do especial Mulheres que Inspiram, campanha da Rede Mulher Florestal para contar histórias de mulheres na área do setor florestal. Para ler mais histórias como essa, acompanhe nossas redes sociais (@redemulherflorestal no Instagram, Facebook e Linkedin) ou a nossa aba de notícias aqui no site.








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